Obras e espiritualidade de Dom Giussani

Dom Luigi Giussani é o fundador do Movimento Comunhão e Libertação (CL), cujo objetivo é a educação cristã dos seus membros, colaborando com a missão da Igreja em todos os âmbitos da sociedade.

De fato, a trajetória de vida de Dom Luigi Giussani revela uma incessante e atraente busca espiritual pela presença de Deus nos acontecimentos presentes, busca que exerce grande influência na vida de pessoas das mais variadas áreas de atuação.

 

Dom Giussani e os Papas

A comunhão com aquele que é o sinal visível de unidade dos cristãos, representando a presença de Cristo, é um fator essencial do Movimento Comunhão e Libertação. Não se trata apenas da proximidade filial que se espera de todo católico: a proximidade de pensamentos e sentimentos é notável, particularmente com os três papas mais recentes.

Último encontro de João Paulo II e Dom Giussani

Último encontro de João Paulo II e Dom Giussani

Guzmán Carriquiry, Secretário Geral do Vaticano há uns 30 anos, relata que presenciou gestos de viva estima pessoal entre Dom Giussani e São João Paulo II e mesmo com Bento XVI, antes de se tornar Papa. Dom Rino Fisichella ousou dizer que Joseph Ratzinger tornou-se o Papa mais “giussaniano” que ele conheceu, isto é: nos escritos de Bento XVI transparecem traços de Dom Giussani. Destacamos duas curtas passagens em que Ratzinger expressa seu profundo conhecimento do pensamento e carisma do fundador de CL:

“Dom Giussani (…), desde o início foi tocado, aliás ferido, pelo desejo de beleza e não se contentava com uma beleza qualquer, com uma beleza banal: procurava a própria Beleza, a Beleza infinita, e assim encontrou Cristo, em Cristo a verdadeira beleza, a estrada da vida, a verdadeira alegria”. (Cardeal Ratzinger, homilia no funeral de Dom Giussani, 24/02/2005)

“Mons. Giussani comprometeu-se a despertar nos jovens o amor a Cristo, ‘Caminho, Verdade e Vida’, repetindo que só Ele é o caminho para a realização dos desejos mais profundos do coração do homem, e que Cristo não nos salva apesar da nossa humanidade, mas através dela.” (Bento XVI, Audiência com CL, 24/03/2007)

Por sua vez, o cardeal Jorge Bergoglio, antes de se tornar Papa Francisco, mesmo sem encontrá-lo pessoalmente, mencionou o alento que os escritos de Dom Giussani deram à sua vida espiritual:

“(…) o bem que nos últimos dez anos esse homem fez a mim, à minha vida de sacerdote, através da leitura dos seus livros e dos seus artigos. (…) Seu pensamento é profundamente humano e chega ao mais íntimo do anseio humano”. “Há muitos anos os escritos de Monsenhor Giussani inspiraram a minha reflexão”.

A experiência do encontro

É curioso observar que muitos pensadores católicos tiveram experiências semelhantes neste sentido: Ratzinger (Bento XVI) foi fundamental para que descobrissem o que é ser verdadeiramente católico; e Dom Giussani os ajudou a evitar os riscos de fazer de Cristo uma abstração: a fé tornou-se um encontro com uma pessoa – a pessoa de Cristo! Esse encontro é o meio pelo qual o Mistério alcança o homem de maneira sensível, tocando-o no espaço e no tempo com sinais que o provocam a uma resposta.

Esse é um ponto de grande influência de Dom Giussani em Bento XVI e Francisco, como vemos na Evangelii Gaudium:

“No início do ser cristão não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”. (EG, 7).

 

Ao oferecermos estes livros, parte dos frutos do carisma de Dom Giussani, buscamos abrir uma oportunidade para que mais pessoas mergulhem em sua espiritualidade e façam a experiência de um maravilhoso e decisivo encontro!

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